segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

6 dicas para divulgar seu trabalho


Saber fazer um bom marketing de si mesmo é essencial para conseguir coisas novas. Seja na vida pessoal ou profissional, vale o velho provérbio: “a propaganda é a alma do negócio”. Apesar de o tema já ter sido tratado aqui (Marketing Pessoal: Como fazer esse cara ser você), ele sempre volta à tona pela importância e pela falta de conhecimento de muita gente sobre como fazer essa divulgação de si mesmo de forma satisfatória.

Em um artigo para a Fast Company, a escritora Jessica Grose trata sobre assunto ao mencionar o novo livro do escritor Austin Kleon, "Show Your Work! 10 Ways to Share Your Creativity and Get Discovered" (Mostre Seu Trabalho! 10 Maneiras de Compartilhar Sua Criatividade e ser Descoberto, sem edição em português).

Porém Kleon tem uma abordagem diferente sobre o assunto. Ao fugir dos mesmos conselhos de sempre sobre o tema, para o escritor, a chave é sempre compartilhar o que se está fazendo, esteja ou não finalizado, esteja ou não perfeito.

Na verdade, conta Grose, “ele quer que você abra as cortinas para o que está fazendo e que mostre o processo do seu trabalho”. “Ao nos livrar dos nossos egos e mostrar o processo de produção”, escreve Kleon, “nós nos permitimos que pessoas tenham uma conexão direta conosco e com nosso trabalho, o que ajuda mais a nós mesmos que a nosso produto”.

Jessica, então, após conversa com Austin, escreveu 6 importantes dicas para evitar divulgar seu trabalho da forma errada. Saiba como você pode fazer o marketing pessoal de forma correta:

1 – Não queira ser um gênio solitário
Kleon prega o fim da individualidade durante o processo criativo. Ao ter um grupo de pessoas capazes ao seu redor, você pode criar uma rede colaborativa com eles. “Ser uma parte valiosa de um grupo de pessoas não é necessariamente sobre o tamanho da sua inteligência ou do seu talento, mas sobre o que você tem para contribuir”, diz Austin.

Ele criou seu próprio grupo online. O escritor comenta, “Eu acho que o que tem sido mais memorável na minha carreira é que eu nunca fiz parte de uma cena baseada na localidade. Eu não me mudei para Nova Iorque depois da faculdade. Eu não me mudei para Los Angeles. Eu me mudei para Cleveland, e não tem algo muito semelhante a uma cena por lá.

Mas o que eu fiz foi ter Internet, e eu me tornei parte de um grande grupo ao divulgar meu trabalho por ela. Eu criei um blog em 2005, e naquela época, todos nós éramos conectados, apenas não tínhamos redes sociais como temos hoje. Você postava as coisas no seu blog e as pessoas comentariam e você ia, de forma devagar, achando pessoas cada vez que uma delas conhecia seu trabalho.

Quando eu fazia algo que realmente gostava, eu colocava na Internet e isso atraía pessoas que eu gostaria de conhecer. Para mim, a Internet, era meu grupo. Essa foi minha mudança para a Nova Iorque dos anos 70 ou a Paris dos anos 20".

“Você não precisa estar no mesmo meio que as pessoas no seu grupo”, completa Jessica. “Na verdade, ajuda se elas não fizerem parte.” De músicos a cineastas, de escritores a empresários, todos esses relacionamentos podem fazer com que seu trabalho se espalhe.

2 – Você é tão bom quanto seu último trabalho, então melhore todos os dias
Quando se trata de compartilhar, diz o escritor, “o resultado pode ser baixo muitas vezes”. “Se não for seu melhor trabalho, as pessoas vão esquecer rapidamente”, diz Grose. “Essa é natureza efêmera da Internet e divulgar trabalhos que você não está totalmente confiante sobre a qualidade, tem um lado bom: pode servir como uma motivação para crear mais.

Se você faz algo novo, empurra o trabalho antigo do topo”, completa ela. Kleon é mais direto sobre o assunto. “Você é tão bom quanto seu último trabalho, e isso para mim é emocionante. Mesmo que até bons trabalhos possam ser esquecidos, ainda fará você ter mais vontade de produzir cada vez mais”, diz ele. “Esteja sempre trabalhando e em movimento. Se você está fazendo certo, divulgar seu trabalho só vai te levar a ter mais vontade de trabalhar”, completa.

3 – Faça as coisas um dia por vez
"Eu tiro todas minhas manhãs para entrar no clima de trabalho”, diz Kleon. "Eu vou pro meu estúdio, medido por 10 minutos, entro no clima, e então escrevo três páginas à mão para me aquecer. Você pode chamar de escrita livre, provavelmente. Não tem uma direção.

É um pouco como um diário, um pouco como uma forma de descobrir no que trabalharei no dia de hoje. Então eu faço um poema sobre qualquer coisa. E aí, o que eu tiver que escrever no resto do meu dia, eu irei escrever, não importa o tamanho. Desde que eu tenha feito minhas páginas em eu poemas, eu sinto que fiz um trabalho bem feito.

Como meu antigo professor me dizia, é tudo sobre colar meu corpo a uma cadeira”.
A rotina diária foi a única forma que Kleon achou para conciliar seu trabalho em curto e em longo prazo. "Uma parte de mim pensa: ‘Eu preciso ter algo na sexta-feira? Ok, farei o que for pra ter esse trabalho pronto’. A outra parte é: ‘Ok, tenho 50 anos a frente para trabalhar, mas eu iriei um dia por vez .'É o único jeito que consigo pensar em juntar minha carreira em curto e longo prazo. Existe um motivo que os Alcoólicos Anônimos adotam esse tipo de visão, um dia por vez. É apenas a maneira de viver a vida."

4 – Inspire-se pela forma que seus ídolos viveram
Apesar de ter os cartunistas Lynda Barry e Charles Schulz, o artista David Hockney, e o escritor Kurt Vonnegut como maiores inspirações, Kleon diz que desde que se casou e teve uma filha, ele se inspira em outras pessoas que conseguiram combinar a vida creativa com a convivência familiar. “Eu sempre me inspiro em artistas que conseguiram colocar sua família em sua arte, como Ed Emberly, ilustrador de livros infantis. Modelos de vida são importantes para pessoas mais jovens.

 Quando eu era jovem e tinha um trabalho que me ocupava todo o período do dia, eu me inspirava em Philip Larkin e Wallace Stevens, escritores que tinham trabalhos chatos de dia, mas que escreviam fantásticas poesias de noite”, diz o escritor.

“Eu sei que na maioria das vezes quando falamos da obra de um artista, sua biografia não é importante. Mas eu acho que, quando tentamos ser um artista também, a biografia é superimportante. Você pergunta para si mesmo como eles conseguiram, como eles escrevem esse maravilhoso livro que eu amo”.

5 – Crie limites
Kleon cita John Cleese, comediante inglês, quando fala de limites: “Você tem que criar limites de espaço e então você tem que criar limites de tempo”. Para Kleon, isso significa ter um local de trabalho, um escritório. Para isso, ele utiliza a garagem de sua casa.

Kleon diz: “Eu tenho que sair de casa, entrar na minha garagem, ligar meu computador e o ritual de ir voltar realmente ajuda. Uma das frases no livro é da minha esposa. Ela me disse: ‘se você nunca vai para o trabalho, você nunca sai do trabalho’.

Eu me certifico de que toda manhã estou indo para o trabalho. Na nossa cultura, costumamos não criar muitos limites. Aqui estamos nós, como nossos cérebros expandidos (com a Internet), e isso nos faz trabalhar mais horas do que deveria ser humanamente possível. E para pessoas criativas, é ainda pior. Nós somos nos alimentamos dessa linha de pensamento de que estamos fazendo o que nós amamos, e que deveríamos fazer o tempo todo. Eu não entrei nesse ramo para trabalhar o dia todo e não ver minha família”.

6 – Crie uma rede de contatos antes de um grande projeto
“Eu sou bem sensível com autopromoção como um assunto, porque tenho medo de me tornar um spam humano com esse livro. Eu estou sempre falando dele" diz o escritor.

A forma de evitar ser o “spam humano” é que antes de ter algo para divulgar, você precisa de uma rede de contatos para te ajudar. Segundo Kleon, “quando você manda um tweet sobre sua próxima aparição no rádio, seus seguidores irão pensar: ‘quando ele não está divulgando seu livro, ele está sempre mostrando algo interessante, então eu vou entender caso seja necessário um pouco de autopromoção quando ele acabou de lançar um produto grande’“.


Para evitar com que você seja mal-interpretado ou que te encaixem no rótulo de “spam humano”, Austin dá uma última dica: "A não ser que você realmente seja um ninja, um guru ou uma estrela do rock, não use nunca qualquer um desses termos na sua biografia. Nunca”.





Fonte: www.administradores.com.br

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